quinta-feira, 10 de julho de 2025

O Preço da Pressa: Por que Tomar "anabolizantes" Não é o Caminho


O Preço da Pressa: Por que Tomar "anabolizantes" Não é o Caminho – por Viviane Oliveira, Psicóloga

Vivemos em uma época onde o "imediato" se tornou o ideal. Corpo sarado em 30 dias, resultado em uma semana, transformação em um piscar de olhos. E nesse contexto, muitos acabam buscando atalhos perigosos — como o uso de anabolizantes, popularmente conhecidos como “bombas”.

Mas será que vale a pena colocar a saúde em risco para alcançar um padrão?

Como psicóloga clínica, tenho acompanhado de perto os impactos emocionais, físicos e sociais desse tipo de escolha. O uso de anabolizantes sem orientação médica não é só uma questão física — é também um reflexo de dores internas, insatisfações profundas e, muitas vezes, de uma autoimagem distorcida.

O Corpo Como Refúgio ou Prisão

Muitos jovens (e adultos também) acreditam que um corpo musculoso trará autoestima, respeito, validação. E não estou dizendo que cuidar do corpo seja um problema. Muito pelo contrário: é um ato de amor próprio. Mas quando isso se torna obsessão, quando o valor pessoal é medido pela quantidade de músculos ou curtidas nas redes sociais, entramos num terreno perigoso.

O uso de esteroides anabolizantes pode parecer, à primeira vista, uma solução rápida. Porém, ele mascara o real problema: a dificuldade de lidar com as próprias inseguranças, com o tempo do corpo, com os limites naturais de cada um.

As Consequências Não São Só Visíveis no Espelho

Além dos efeitos colaterais físicos — como alterações hormonais, problemas hepáticos, acne severa, impotência, agressividade e até risco de infarto — há um impacto silencioso e profundo: o emocional.

A dependência psicológica, a frustração ao parar o uso, os quadros depressivos que surgem depois que os músculos somem... tudo isso gera uma espiral de dor e insatisfação. E o pior: muitas vezes, essas pessoas não têm com quem conversar sobre isso.

O Que Está Por Trás da Pressa?

A pergunta que deixo é: por que tanta pressa em se transformar?

Será que não é hora de olhar para dentro e entender o que esse corpo ideal representa para você? Qual dor ele está tentando esconder? Que tipo de amor ou validação você espera alcançar com ele?

Um Caminho Saudável É Possível

A boa notícia é que existe um caminho seguro, saudável e sustentável. Com treino inteligente, alimentação adequada, sono de qualidade e — principalmente — acolhimento psicológico, é possível transformar corpo e mente de maneira real, duradoura e com orgulho.

E mais: você pode aprender a se amar durante o processo, não só depois da transformação.

Se você sente que precisa conversar, ressignificar sua relação com seu corpo e com você mesmo, saiba que a psicoterapia pode ser um espaço potente de autoconhecimento e libertação.

Com carinho,
Viviane Oliveira
Psicóloga Clínica | CRP 96/148390

quarta-feira, 27 de março de 2024


Viviane Regina de Oliveira Silva
Psicóloga - CRP 06/148390

O Burnout da Professora  Ana

Havia uma vez uma jovem professora chamada Ana. Ela era apaixonada pelo ensino e dedicava horas intermináveis preparando aulas criativas e inspiradoras para seus alunos. No entanto, ao longo dos anos, o peso das expectativas crescentes, o aumento das responsabilidades e a falta de apoio começaram a pesar sobre ela.

Ana acordava cedo todas as manhãs, ansiosa com as demandas do dia que a aguardavam na escola. Ela trabalhava incansavelmente durante o dia, lidando com turmas grandes, pais exigentes e uma administração que parecia estar sempre adicionando mais tarefas à sua carga de trabalho.

À noite, Ana mal tinha energia para cuidar de si mesma. Em vez de relaxar e recarregar, ela passava horas corrigindo provas, preparando lições para o dia seguinte e respondendo a e-mails dos pais e colegas. Seus fins de semana eram preenchidos com planejamento e preocupação constante com o trabalho.

Com o tempo, Ana começou a sentir os sintomas do Burnout se instalando. Ela se sentia constantemente esgotada, sem motivação para fazer as coisas que antes lhe traziam alegria. Sua paciência com os alunos diminuiu, e ela se viu cada vez mais irritada e distante. As coisas que costumavam lhe trazer satisfação agora pareciam apenas mais uma fonte de estresse.

Um dia, durante uma reunião de professores, Ana finalmente reconheceu que precisava de ajuda. Ela compartilhou seus sentimentos com seus colegas, que a apoiaram e incentivaram a buscar apoio profissional. Com a orientação de um terapeuta e o apoio de sua comunidade escolar, Ana começou a trabalhar em direção à recuperação.

Ela aprendeu a estabelecer limites saudáveis, a delegar tarefas sempre que possível e a priorizar seu bem-estar emocional e mental. Gradualmente, Ana começou a se sentir mais equilibrada e revitalizada. Ela redescobriu sua paixão pelo ensino e encontrou maneiras de tornar seu trabalho mais sustentável a longo prazo.

Embora o caminho para a recuperação fosse longo e desafiador, Ana percebeu que valia a pena investir em si mesma. Ela se tornou um exemplo para seus colegas, inspirando outros a reconhecerem os sinais de Burnout e a buscar apoio quando necessário. E, mais importante, Ana aprendeu a valorizar não apenas sua carreira, mas também sua saúde e felicidade pessoal.

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Entendendo a Dependência Emocional: Em Busca de Relacionamentos Saudáveis

 

Viviane Regina de Oliveira Silva
Psicóloga - CRP 06/148390

Entendendo a Dependência Emocional: Em Busca de Relacionamentos Saudáveis

Introdução:
A dependência emocional é um fenômeno complexo que afeta a maneira como nos relacionamos com os outros e conosco mesmos. No contexto dos relacionamentos, a dependência emocional pode ter profundas ramificações, afetando a qualidade e a estabilidade de nossas conexões interpessoais. Como o psicólogo humanista Carl Rogers afirmou, "O relacionamento é o agente de mudança mais poderoso."

O Que é Dependência Emocional?
A dependência emocional refere-se a uma necessidade excessiva de aprovação, validação e suporte emocional de outros, muitas vezes ao custo da própria autonomia e bem-estar. Abraham Maslow, conhecido por sua hierarquia de necessidades, destaca que a busca por amor e pertencimento é fundamental para a realização humana.

Causas da Dependência Emocional:

  1. Experiências Passadas:
    Traumas emocionais, especialmente em relacionamentos anteriores, podem contribuir significativamente para a dependência emocional. Como observado por Carl Jung, "Até você tornar o inconsciente consciente, ele irá dirigir a sua vida, e você vai chamá-lo de destino."

  2. Baixa Autoestima:
    A falta de autoconfiança e uma imagem negativa de si mesmo podem alimentar a dependência emocional. Maslow argumenta que a autorrealização só é possível quando superamos a necessidade constante de validação externa.

  3. Medo do Abandono:
    O psicólogo humanista Erich Fromm destaca o papel do medo na dinâmica dos relacionamentos, afirmando que "O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde para qualquer outra vantagem."

Impacto nos Relacionamentos:
A dependência emocional pode criar dinâmicas prejudiciais nos relacionamentos. A incapacidade de estabelecer limites saudáveis, a constante necessidade de aprovação e a falta de autonomia podem sobrecarregar o parceiro, levando a um ciclo de frustração e desgaste. Em palavras de Virginia Satir, "Sentir-se segura no relacionamento é um requisito básico para o crescimento pessoal."

Estratégias para Cultivar Relacionamentos Saudáveis:

  1. Autoconhecimento:
    Como sugere Carl Rogers, "O oposto da coragem em nossa sociedade não é covardia, é a conformidade." A jornada para superar a dependência emocional começa com o autoconhecimento, rompendo com padrões conformistas.

  2. Fortalecimento da Autoestima:
    Trabalhar na construção de uma autoimagem positiva é fundamental. Nathaniel Branden, psicólogo humanista, destaca que "A autoestima plena só é possível através da prática contínua da integridade pessoal."

  3. Estabelecimento de Limites:
    Carl Jung reforça a importância dos limites, afirmando que "Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, acorda." Estabelecer limites saudáveis envolve olhar para dentro, compreendendo as próprias necessidades.

  4. Desenvolvimento da Autonomia:
    Cultivar interesses individuais, metas e uma vida independente é vital para superar a dependência emocional. Rogers destaca que "A curiosidade, sem dúvida, é a mola propulsora da aprendizagem, da criatividade e da inovação."

Conclusão:
A jornada para superar a dependência emocional é desafiadora, mas possível com auto-reflexão, apoio e esforço contínuo. Ao buscar compreender e abordar as raízes profundas desse padrão, os indivíduos podem cultivar relacionamentos mais saudáveis, baseados na autonomia, respeito mútuo e crescimento pessoal. Como destaca Abraham Maslow, "O crescimento é a única evidência de vida."

quarta-feira, 26 de julho de 2023

 

Viviane Regina de Oliveira Silva
Psicóloga - CRP 06/148390

Mães Narcisistas: Um Olhar da Psicologia sobre seus Efeitos e Tratamento

O narcisismo é um traço de personalidade caracterizado por um amor excessivo por si mesmo, uma busca constante por respeito e uma falta de empatia pelos outros. Quando esse traço se manifesta de maneira intensa e prejudicial nas relações familiares, pode-se reconhecer uma mãe narcisista. A presença de uma mãe com traços narcisistas pode ter efeitos duradouros e duradouros na vida de seus filhos. Neste artigo, abordaremos a perspectiva da psicologia sobre mães narcisistas, seus comportamentos e como os filhos podem lidar com essas situações.

Características de uma Mãe Narcisista

Uma mãe narcisista exibe várias características que podem impactar seus filhos. Elas tendem a ser egocêntricas, buscando constantemente atenção e validação dos outros. Seus filhos podem se sentir negligenciados ou invisíveis, já que a mãe muitas vezes coloca suas próprias necessidades acima das necessidades emocionais e físicas das crianças. Essas mães também podem ser manipuladoras, usando a culpa e a canção emocional para controlar seus filhos. Além disso, a falta de empatia pode levar a uma incapacidade de reconhecer os sentimentos e perspectivas dos filhos.

Impacto nos Filhos

O impacto de ter uma mãe narcisista pode ser profundo. Durante a infância, as crianças podem desenvolver uma baixa autoestima, sentimento de desvalorização e insegurança. Elas podem se sentir incapazes de receber o afeto e o apoio emocional de que precisam, o que pode afetar seu desenvolvimento emocional. Além disso, crescer em um ambiente controlador e crítico pode levar a problemas de ansiedade, depressão e até mesmo traumas emocionais.

Na vida adulta, filhos de mães narcisistas podem ter dificuldades em estabelecer limites saudáveis ​​em seus relacionamentos e podem buscar constantemente a aprovação dos outros. Ainda assim, alguns podem repetir padrões de comportamento narcisista em seus próprios relacionamentos ou carreiras, pois isso é o que aprenderam durante a infância.

Tratamento e Cuidados

Lidar com uma mãe narcisista pode ser desafiador, mas é essencial para o bem-estar emocional dos filhos. A busca de terapia ou aconselhamento psicológico pode ser altamente satisfatória para ajudar a compreender os efeitos do relacionamento com a mãe narcisista e desenvolver estratégias saudáveis ​​de enfrentamento.

Os filhos podem aprender a estabelecer limites e reconhecer seus próprios sentimentos e necessidades. A terapia pode ajudar a fortalecer a autoestima e promover uma melhor compreensão dos padrões de relacionamento saudáveis. Além disso, é importante buscar apoio de amigos, outros membros da família ou grupos de apoio para compartilhar experiências e compreender que não estão sozinhos nessa jornada.

Desta forma uma mãe narcisista pode ter um impacto significativo na vida de seus filhos, moldando suas experiências emocionais e afetando seus relacionamentos futuros. Reconhecer os comportamentos de uma mãe narcisista é o primeiro passo para buscar ajuda e cuidados para lidar com as consequências emocionais desse relacionamento. A psicologia oferece ferramentas e recursos para ajudar os filhos a construir sua resiliência emocional, estabelecer limites saudáveis ​​e desenvolver relacionamentos mais positivos em suas vidas. Com apoio adequado e autoconhecimento, é possível superar os desafios impostos por um relacionamento com uma mãe narcisista e seguir em direção ao crescimento pessoal e bem-estar.

Viviane Regina de Oliveira Silva
Psicóloga - CRP 06/148390
 

Navegando pelas Dificuldades dos Relacionamentos Familiares: Um Olhar para a Compreensão e o Crescimento

Os parentes são uma parte intrínseca de nossas vidas. No entanto, eles também podem ser fonte de desafios e dificuldades. A dinâmica familiar é complexa e multifacetada, composta por indivíduos únicos com suas próprias personalidades, valores e experiências de vida. Neste artigo, exploraremos algumas das dificuldades comuns enfrentadas pelas famílias e como podemos abordá-las para promover relações mais saudáveis ​​e gratificantes.

Comunicação deficiente

A comunicação é a base de qualquer relacionamento significativo, e as famílias não são exceção. Dificuldades de comunicação podem surgir devido a diversas razões, incluindo falta de habilidades de expressão emocional, diferenças geracionais, ou mesmo segredos e ressentimentos não resolvidos. Investir tempo e esforço em melhorar a comunicação pode ajudar a construir pontes e fortalecer os laços familiares.

Conflitos e desencontros

É inevitável que haja desentendimentos e conflitos em qualquer família. As diferenças de opinião, expectativas e abordagens podem levar a uma tensão. A chave para lidar com esses conflitos é o respeito mútuo e a disposição de ouvir e entender o ponto de vista dos outros. O uso de táticas de comunicação não violenta e resolução de conflitos pode ajudar a evitar confrontos prejudiciais e promover uma abordagem mais construtiva para resolver as diferenças.

Falta de empatia e compreensão

Às vezes, a falta de empatia entre os membros da família pode criar uma desconexão emocional significativa. A falta de compreensão e apoio mútuo pode levar os indivíduos a se sentirem isolados e incompreendidos dentro de sua própria família. É importante praticar a empatia, tentar se colocar no lugar do outro e mostrar apoio incondicional durante os momentos difíceis.

Expectativas não realistas

As expectativas não realistas em relação aos membros da família podem causar tensão e decepções. Muitas vezes, esperamos a idealizar as pessoas que amaram, esperando que sejam perfeitas e atendam a determinados padrões. No entanto, é essencial lembrar que todos nós somos seres humanos com falhas e limitações. Aceitar as imperfeições dos outros e reconhecer suas influências genuínas pode ajudar a reduzir o estresse e a pressão desnecessária nos parentes.

Falta de tempo de qualidade juntos

A vida moderna pode ser seguida, e muitas famílias enfrentam a dificuldade de encontrar tempo para passar juntos. A falta de tempo de qualidade pode resultar em sentimentos de negligência e distanciamento emocional. É fundamental priorizar o tempo em família e dedicar momentos emocionantes para se conectarem sem distrações tecnológicas ou outras interferências externas.

Em tempo os relacionamentos familiares são essenciais para o nosso bem-estar emocional e psicológico. Enquanto enfrentamos várias dificuldades nestas relações, é crucial lembrar que o amor e o apoio familiar podem ser a base de um suporte emocional sólido em nossas vidas. Ao trabalhar em nossa comunicação, empatia e compreensão mútua, podemos superar desafios e construir laços mais fortes e gratificantes com nossos entes queridos. A jornada para fortalecer os familiares é contínua, mas o esforço investido é recompensado pela harmonia e pelo senso de pertencimento que essas conexões preciosas proporcionaram.

domingo, 5 de março de 2023

Você conhece os efeitos da síndrome de Burnout?

 

Viviane Regina de Oliveira Silva
Psicóloga - CRP 06/148390
Você conhece os efeitos da síndrome de Burnout?

A síndrome de Burnout é um problema de saúde mental cada vez mais comum em nossa sociedade, e pode afetar qualquer pessoa em qualquer tipo de trabalho. É caracterizada por sentimentos de exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional, e pode levar a problemas de saúde mental a longo prazo, bem como afetar negativamente a vida pessoal.

A exaustão emocional é um dos sintomas mais comuns da síndrome de Burnout. Ela pode ser caracterizada por sentimentos de esgotamento físico e emocional, falta de energia e dificuldade em lidar com as demandas do trabalho. Muitas vezes, a exaustão emocional pode levar a problemas de sono e de saúde em geral.

A despersonalização é outro sintoma comum da síndrome de Burnout. Isso pode ser caracterizado por sentimentos de desapego emocional dos outros, desinteresse pelo trabalho e uma sensação de cinismo em relação ao mundo ao seu redor. Esses sentimentos podem levar a uma sensação de isolamento e solidão, o que pode levar a problemas de saúde mental a longo prazo.

A baixa realização profissional é um sintoma final da síndrome de Burnout. Isso pode ser caracterizado por sentimentos de insatisfação com o trabalho e uma sensação de falta de realização em sua carreira. Isso pode levar a uma sensação de estagnação em sua vida profissional, e pode afetar sua motivação e desempenho no trabalho.

Além desses sintomas, a síndrome de Burnout também pode ter um impacto significativo na vida pessoal. Ela pode levar a problemas de saúde mental, incluindo ansiedade e depressão. Também pode afetar relacionamentos pessoais, levando a sentimentos de isolamento e desconexão. Além disso, a síndrome de Burnout pode levar a problemas de saúde física, incluindo problemas cardíacos e outros problemas de saúde relacionados ao estresse.

Se você está lidando com a síndrome de Burnout, é importante procurar ajuda profissional. Isso pode incluir terapia, aconselhamento ou medicamentos, dependendo da gravidade da sua situação. Além disso, é importante tomar medidas para reduzir o estresse e cuidar da sua saúde mental e física. Isso pode incluir atividades como ioga, meditação ou exercícios físicos regulares.

Em conclusão, a síndrome de Burnout pode ter um impacto significativo na vida de uma pessoa, afetando sua saúde mental, física e pessoal. É importante reconhecer os sintomas e procurar ajuda profissional para lidar com eles. Além disso, é importante tomar medidas para cuidar de sua saúde mental e física e reduzir o estresse em sua vida. Com a ajuda adequada, é possível superar a síndrome de Burnout e levar uma vida plena e saudável.


A Psicoterapia como Tratamento

 


Viviane Regina de Oliveira Silva
Psicóloga - CRP 06/148390
A Psicoterapia como Tratamento

A psicoterapia é uma forma de tratamento que ajuda as pessoas a lidar com seus problemas comportamentais, comportamentais e relacionais. É uma terapia não medicamentosa que usa a fala e outras técnicas para ajudar os pacientes a entenderem suas emoções, pensamentos e comportamento. A importância da psicoterapia em uma vida sem medicamento é que ela oferece uma alternativa segura e eficaz para o tratamento de problemas de saúde mental.

A saúde mental é tão importante quanto a saúde física. No entanto, muitas vezes é negligenciada e não recebeu o cuidado necessário. A psicoterapia é uma forma de cuidado de saúde mental que pode ajudar a tratar uma variedade de problemas emocionais, como depressão, ansiedade, estresse, transtornos alimentares, abuso de substâncias e muitos outros.

Muitas pessoas buscam medicamentos para tratar esses problemas emocionais, mas a psicoterapia pode ser uma opção muito mais segura e eficaz. A medicação pode aliviar os sintomas, mas não abordar a causa subjacente do problema. A psicoterapia, por outro lado, ajuda a identificar e tratar a causa raiz do problema. Isso ajuda a prevenir recaídas e construir uma vida mais equilibrada e saudável.

A psicoterapia é uma terapia centrada no paciente que se adapta às necessidades individuais de cada paciente. Ela pode ser individualizada ou em grupo e pode ser usada em combinação com outras terapias, como terapia ocupacional, terapia familiar e terapia de casais. A terapia em grupo, por exemplo, pode ajudar os pacientes a se conectarem com outras pessoas que enfrentam problemas semelhantes e compartilham suas experiências.

Outra vantagem da psicoterapia em uma vida sem medicamento é que ela não causa efeitos colaterais. Os medicamentos psiquiátricos podem ter efeitos colaterais graves e induzidos, como ganho de peso, sonolência, tontura, visão turva e até mesmo dependência. Além disso, muitas pessoas que usam medicamentos para tratar problemas emocionais precisam tomar esses medicamentos por anos, às vezes pela vida toda.

A psicoterapia é uma abordagem de tratamento mais natural e menos invasiva. Ela pode ajudar os pacientes a desenvolver habilidades para lidar com seus problemas emocionais de maneira mais eficaz e, eventualmente, levar a uma vida sem medicação.

A psicoterapia também pode ajudar a melhorar a qualidade de vida de uma pessoa. Muitos problemas emocionais não apenas a saúde mental, mas também a vida diária de uma pessoa. A depressão, por exemplo, pode causar fadiga, falta de energia, perda de interesse em atividades que antes eram agradáveis ​​e dificuldade para se concentrar. A ansiedade pode causar ataques de pânico, insônia e fobias. A psicoterapia pode ajudar a aliviar esses sintomas e melhorar a qualidade de vida de uma pessoa.

terça-feira, 11 de junho de 2019

TRANSTORNOS ALIMENTARES


Viviane Regina de Oliveira Silva
Psicóloga - CRP 06/148390


Alimentar-se é uma função fisiológica que nos garante a sobrevivência e também ao longo da história nos trouxe um hábito prazeroso. Cada pessoa sujeita a fatores genéticos, sociais e culturais, escolhe o tipo e a quantidade de alimentos que consome. Esse livre arbítrio e a gama de comida ofertada, pode causar um desequilíbrio do nosso sistema corporal e psíquico, desencadeando distúrbios alimentares graves como obesidade, bulimia e anorexia. Esses transtornos são patologias caracterizadas pelo excesso de consumo de alimentos para mais ou para menos, que comprovadamente são motivados ou têm como consequências desequilíbrios psicológicos: ansiedade, depressão, baixa autoestima, estresse, isolamento e outros. São quadros caracterizados por aspectos como medo mórbido de engordar, preocupação exagerada com o peso e a estética corporal, redução voluntária do consumo nutricional com progressiva perda de peso,  grande ingestão de alimentos seguida de vômitos e uso abusivo de laxantes e/ou diuréticos. São patologias graves e de prognóstico reservado, que provocam elevados índices de óbito e levam a limitações físicas, emocionais e sociais. Têm influência direta de fatores culturais, históricos, midiáticos, estéticos e socioeconômicos inclusive raciais e de gênero, em busca da aceitação pelas pessoas de seu convívio e no alcance de um padrão estético globalizado.
O tratamento desses distúrbios exige o acompanhamento de diferentes profissionais. O endocrinologista, o psiquiatra e o nutricionista são parceiros importantes do psicólogo nesse contexto, que na maioria das vezes envolve também a família dos pacientes.
O diagnóstico deve levar em consideração todos os sintomas, inclusive a frequência e desde quando se manifestam. Pela especificidade do transtorno e pela inter-relação entre eles é necessário que o diagnóstico seja realizado por um profissional habilitado e com bom manejo clínico.
O papel do psicólogo é indispensável e tem o objetivo de auxiliar o paciente a modificar  pensamentos e comportamentos disfuncionais em relação à alimentação e ao seu corpo, além de promover uma melhora na autoestima.
O tratamento psicológico é realizado através de sessões semanais utilizando-se de estratégias e técnicas comportamentais que trarão benefícios como: redução dos sintomas, controle da ansiedade, maior autocontrole, menor sentimento de culpa, desenvolvimento de estratégias para lidar com crises, melhora da autoestima, mudar a relação com os alimentos e o corpo, equilíbrio do peso corporal e outros.
O tratamento é extremamente importante porque dificilmente esse tipo de patologia regride sozinho, ao contrário, os sintomas podem aumentar com o passar do tempo, perdendo-se o controle da situação. Vale lembrar que uma dificuldade significativa do tratamento é a demora em buscar o acompanhamento, podendo ter agravado a doença. Sendo assim, tanto o diagnóstico quanto o tratamento precoce favorecem melhores resultados.

domingo, 24 de março de 2019

Entendendo a Ansiedade



Viviane Regina de Oliveira Silva
Psicóloga - CRP 06/148390

A ansiedade é um sentimento, um sintoma que ao chegar em um patamar de excesso pode causar transtornos psicológicos graves, desequilibrando física e mentalmente o ser humano. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) atualmente o povo brasileiro é um dos mais ansiosos do planeta. Por que será que somos tão ansiosos?

Antes de responder essa pergunta vamos entender um pouco mais desse sentimento que acomete a todos.

A ansiedade constitui em um sentimento muitas vezes inesperado e desagradável de medo e apreensão, devido a uma tensão ou desconforto oriundo de algo desconhecido, de uma situação considerada de exposição, de perigo.

Como dissemos anteriormente, a ansiedade e o medo passam a ser considerados como doenças quando se tornam exagerados em relação ao que os motiva, interferindo na qualidade de vida, no conforto emocional e na rotina diária da pessoa.

Mas como saber se a ansiedade que sentimos está exagerada?  É importante salientar que a ansiedade é um sentimento natural do ser humano, comum ao se enfrentar algum problema no trabalho, antes de uma prova ou uma apresentação, diante de decisões difíceis, por exemplo. Porém quando os sintomas extrapolam o tempo dessas situações pontuais tornando-se permanente, é necessário se verificar o que está acontecendo.

Vários são os sintomas mentais e físicos que podem atrapalhar  de diversas maneiras o dia a dia do indivíduo. Fisicamente podemos citar a dor ou aperto no peito, o aumento das batidas do coração; a respiração ofegante ou falta de ar; o aumento do suor; tremores nas mãos ou outras partes do corpo; a sensação de fraqueza ou cansaço; boca seca; mãos e pés frios ou suados; náuseas, tensão muscular, dor de barriga entre outros. Dentre os psicológicos, dificuldades em se concentrar; descontrole sobre os pensamentos; constante tensão ou nervosismo; sensação de que algo ruim pode acontecer; preocupação exagerada em relação à realidade; dificuldade para dormir; irritabilidade e outros.

Apesar dos sintomas de ansiedade estarem frequentemente inseridos em transtornos psiquiátricos como depressão, esquizofrenia, psicose e outros; os distúrbios de ansiedade são quadros clínicos em que os sintomas são primários, ou seja, não são derivados dessas e outras doenças psiquiátricas, podendo o indivíduo ser acometido das duas situações, considerando inclusive que a ansiedade pode estar relacionada a patologias físicas.

Vários são os tipos de transtornos relacionados com a ansiedade: transtorno de ansiedade generalizada (TAG), síndrome do pânico, transtorno de estresse pós-traumático, transtorno de ansiedade social, fobias e outros.

Afirmamos então e muitos estudos comprovam, que a psicoterapia é o tratamento mais adequado e eficaz para melhorar a ansiedade, podendo ser combinada com medicação prescrita por médicos especialistas.

Na maioria das vezes a pessoa não consegue avaliar a própria ansiedade, portanto somente com a ajuda do psicólogo é possível entrar em contato consigo mesma e entender as raízes e os desdobramentos do problema, percebendo o que alimenta esse sentimento, identificando as possíveis causas, reconhecendo as emoções e comportamentos que dificultam sua vida. É importante salientar que o resultado não ocorre rapidamente, que o tratamento psicológico é realizado de maneira individual e personalizada, respeitando-se as características pessoais e que pode durar um longo tempo.

Aliados à psicoterapia, alguns cuidados podem auxiliar na recuperação de quem sofre de ansiedade excessiva como a prática de exercícios físicos, alimentação balanceada, controle da respiração, redução do estresse diário, a busca da qualidade do sono e outros.

Enfim, buscar ajuda profissional é fundamental para a compreensão de si mesmo e assim aliviar os sintomas da ansiedade.


terça-feira, 5 de março de 2019

SÍNDROME DO PÂNICO

Viviane Regina de Oliveira Silva
Psicóloga - CRP 06/148390

É um tipo de transtorno  de ansiedade, é um medo excessivo, um desespero, receio em perder o controle, enlouquecer ou ter um ataque do coração que pode ser ocasionado em alguma atividade específica ou sem motivo aparente, pode ocorrer desde um momento em que a pessoa tem por exemplo uma entrevista ou apresentação em público ou simplesmente pelo fato de ter que sair a rua.
Causado por fatores genéticos, estresse, falecimento, abuso sexual, acidentes ou ambiente e situações diversas.
Pode ocorrer na adolescência e na fase adulta, existem raros casos que aparecem na infância, é mais comum em mulheres, mas também pode afetar os homens.
O psicólogo pode realizar o diagnóstico e iniciar o tratamento para amenizar os sintomas e até com a que a pessoa volte a ter uma vida normal.


segunda-feira, 4 de março de 2019

Ansiedade como identificar e como tratar

Viviane Regina de Oliveira Silva
Psicóloga - CRP 06/148390

A vida pode ser bastante desafiadora em vários aspectos, e quando se trata da saúde mental, as coisas podem ser ainda mais complicadas. A ansiedade, a depressão, o estresse e outros problemas emocionais podem afetar significativamente a qualidade de vida das pessoas, prejudicando suas relações interpessoais, carreira, saúde física e, em última análise, sua felicidade.

Muitas pessoas lidam com esses problemas recorrendo a medicamentos, e embora os medicamentos possam ajudar a aliviar alguns dos sintomas, eles não tratam as causas subjacentes do problema. É aí que a psicoterapia pode ser muito útil. A terapia é uma forma de tratamento que se concentra em ajudar as pessoas a identificar e superar as causas raiz de seus problemas emocionais, em vez de simplesmente mascarar os sintomas com medicamentos.

Neste artigo, exploraremos a importância da psicoterapia em uma vida sem medicamentos. Vamos discutir como a terapia pode ajudar a lidar com problemas emocionais, melhorar a saúde mental e levar uma vida mais feliz e equilibrada.

  1. Compreendendo a psicoterapia

A psicoterapia é uma forma de tratamento que se concentra em ajudar as pessoas a resolver problemas emocionais e melhorar sua saúde mental. Existem muitos tipos diferentes de psicoterapia, e cada um tem sua própria abordagem para ajudar as pessoas a superar seus problemas.

Algumas formas comuns de psicoterapia incluem:

  • Terapia cognitivo-comportamental (TCC): Essa forma de terapia ajuda as pessoas a mudar padrões de pensamento negativo e comportamentos autodestrutivos, desenvolvendo habilidades para lidar com situações difíceis.
  • Terapia psicodinâmica: Essa forma de terapia se concentra em ajudar as pessoas a identificar padrões emocionais negativos e trabalhar com o terapeuta para entender melhor suas emoções e comportamentos.
  • Terapia humanista: Essa forma de terapia enfatiza a importância da autoexploração e da compreensão do eu interior, com o objetivo de alcançar uma maior autoconsciência e confiança.

Independentemente do tipo de terapia, o objetivo é ajudar as pessoas a identificar e superar os problemas emocionais, a fim de melhorar sua saúde mental e qualidade de vida.

  1. Benefícios da psicoterapia

Existem muitos benefícios em receber terapia para lidar com problemas emocionais. Aqui estão alguns dos principais benefícios que as pessoas podem experimentar:

  • Melhorar o bem-estar emocional: A terapia pode ajudar as pessoas a lidar com problemas emocionais, ansiosos a ansiedade, a depressão, o estresse e outros problemas. Ao trabalhar com um terapeuta, as pessoas podem desenvolver habilidades para lidar com esses problemas e, finalmente, superá-los.
  • Melhorar o relacionamento interpessoal: A terapia também pode ajudar as pessoas a melhorar seus relacionamentos com outras pessoas, fornecendo uma oportunidade para explorar problemas interpessoais e aprender habilidades de comunicação mais eficazes.

Depressão

Viviane Regina de Oliveira Silva
Psicóloga - CRP 06/148390


A depressão está relacionada com a perda, o sofrimento e a dor que geram pensamentos negativos, sentimento de culpa, tristeza, sensação de inutilidade, falta de prazer, ausência de ânimo para quaisquer atividades, ou seja, para a pessoa com depressão tudo é amargo, difícil e incomoda. 
Diversos fatores podem desencadear a doença: problemas hormonais, déficit de serotonina, noradrenalina, dopamina e/ou ainda dificuldades apresentadas pela vida como o estresse do dia a dia, excesso de atividades a serem realizadas que acabam frustrando a pessoa. 
Com a ajuda de um psicólogo e o apoio da família e amigos a pessoa vai aprendendo a lidar com todos esses sintomas e a encarar a vida de outra forma.

Quem é Viviane Oliveira?




Em 2022 me desliguei da universidade, onde fui professora por 12 anos, agora me dedico ao meu negócio online, com diversos desafios, porém com um vasto aprendizado. Atuo como Psicóloga com abordagem Humanista CRP:06/148390, sou mestre em educação, administradora e especialista em gestão pessoas, com mais de 12 anos de atuação em empresas. Coaching, Hipnoterapeuta. Proprietária da Clínica Psicoitu, e sócia do HubConecta em Alphaville

Hoje tenho como minha maior missão ajudar no autoconhecimento, liberdade emocional, com o intuito de profissionais ou não crescerem no seu desenvolvimento pessoal, espiritual e mental, através do autocontrole e do desenvolvimento pessoal.
Além dos mais de 8000 alunos diretos, já ajudei milhares de pessoas através de palestras, imersões, grupos, e possuo mais de 1000 horas de atendimentos e mentorias.

Aqui no instituto ajudamos novos alunos todo mês, com métodos simples e replicáveis para qualquer pessoa que realmente queira se desenvolver.